Sofreu o sequestro do qual não escaparia com vida. O norte-americano tinha 38 anos trabalhava no Wall Street Journal, veículo dedicado a cobrir notícias sobre economia, e no decorrer de sua carreira destacou-se por reportagens investigativas ligadas a assuntos internacionais.
Numa de suas descobertas, por exemplo, um suposto genocídio ocorrido em Kosovo, um país do sudeste europeu, nunca havia acontecido, e que um míssil jogado pelas Forças Armadas americanas em uma base militar na capital do Sudão tinha tido como alvo, na verdade, uma fábrica farmacêutica.
Com o título de diretor do Wall Street encarregado de assuntos relacionados com o sudeste asiático, ele pretendia entrevistar Mubarak Ali Gilani, o fundador do Muçulmanos da América.
Sua investigação englobava o terrorista britânico Richard Reid, que tentara detonar uma bomba em um avião que partia de Paris, na França, com destino a Miami, nos Estados Unidos.
O criminoso professava a religião islâmica, de forma que Daniel tenratia descobrir se o homem tinha alguma relação com a Al-Qaeda, organização fundamentalista que esteve por trás de diversos atos terroristas contra os Estados Unidos e países aliados, tendo como mais famoso exemplo o atentado contra o World Trade Center em 11 de setembro.
Pearl, todavia, nunca chegou a entrevistar Mubarak Ali Gilani, com quem tinha um encontro marcado em um restaurante de Karachi, a maior cidade do Paquistão. Isso porque o jornalista foi sequestrado antes disso por um grupo chamado Movimento Nacional para a Restauração da Soberania Paquistanesa, sendo subitamente mergulhado em meio a um conflito de poder internacional.