Lula vinha se movimentando para levar Mantega ao comando da empresa, gesto que não foi bem recebido pelo mercado.
Logo no início do ano, o presidente determinou a Silveira que conversasse com outros sócios da Vale para fazer de Mantega o CEO da empresa.
A resposta dos acionistas não foi boa. Diante das resistências, Lula voltou atrás. O presidente percebeu que seria uma tarefa muito difícil colocar o seu ex-ministro em um lugar que depende do voto de 13 conselheiros.
O governo federal não detém mais a maioria do conselho, porque a venda de ações na gestão do ex-ministro Paulo Guedes na Economia fez da Vale uma Corporation. Isto é, uma empresa com ações pulverizadas e sem um bloco de controle acionário - uma situação bem diferente daquela dos governos Lula 1 e 2, quando o presidente da República tinha influência e podia escolher o CEO da empresa.